quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

De Acrônico

Agradaria-me muito poder aqui carvar uma crônica incrível nos corredores curvados e lacrimejantes, de castiçais crepitantes, desta conexão.
Contudo, creio que não calhará.
Cronos cravou seus caninos na minha carne, creiam cá, e agora encontro-me quase no seu pâncreas criogênico. E eu que caricaturei-me de carvão e cristal, acreditando escapar da cruel comilança da criatura!

Conseqüentemente, caberá aos caros curiosos acampar cá, crentes de que conseguirei cortar meu caminho pra fora em curto prazo.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

A Música das Esferas

Multitudes de acordes desarmônicos
Reverberam por entre estrelas estranhas
Como atroz revelação nas entranhas
Ecoa um cruel cosmos cacofônico!

Mísera humana existência!
Destinada a silencioso oblívio;
Pois contra teu encerramento trívio
Nada lhe servirão tuas ciências.

A abóbada cravejada exibe,
Acima do alcance dos telescópios,
Terrível e zombeteira diatribe

Sobre ti, e atesta teu entrópio.
A sinfonia esférica continua
Entoada ao longe, além da lua.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

No início, fez-se o post magno

Muito bem...
Depois de muito me esquivar, cá estou eu novamente, em minha segunda excursão ao mundo dos blogs.
O demônio das desculpas esfarrapadas, aliado com o espírito da paranóia e receio de ter seus escritos apropriados, manteve-me inativo durante muito tempo. Porém, as idéias permaneceram nas cavidades craniais, fervilhando e tornando-se um sopão de pensamentos e notas mentais e aspirações e delírios... e, cedo ou tarde, esse caos teria que escapar por algum meio. Portanto, valerei-me deste espaço para rascunhar e experimentar, portanto, não se espantem se tornar-se uma miscelânea de produções.