Agradaria-me muito poder aqui carvar uma crônica incrível nos corredores curvados e lacrimejantes, de castiçais crepitantes, desta conexão.
Contudo, creio que não calhará.
Cronos cravou seus caninos na minha carne, creiam cá, e agora encontro-me quase no seu pâncreas criogênico. E eu que caricaturei-me de carvão e cristal, acreditando escapar da cruel comilança da criatura!
Conseqüentemente, caberá aos caros curiosos acampar cá, crentes de que conseguirei cortar meu caminho pra fora em curto prazo.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
A Música das Esferas
Multitudes de acordes desarmônicos
Reverberam por entre estrelas estranhas
Como atroz revelação nas entranhas
Ecoa um cruel cosmos cacofônico!
Mísera humana existência!
Destinada a silencioso oblívio;
Pois contra teu encerramento trívio
Nada lhe servirão tuas ciências.
A abóbada cravejada exibe,
Acima do alcance dos telescópios,
Terrível e zombeteira diatribe
Sobre ti, e atesta teu entrópio.
A sinfonia esférica continua
Entoada ao longe, além da lua.
Reverberam por entre estrelas estranhas
Como atroz revelação nas entranhas
Ecoa um cruel cosmos cacofônico!
Mísera humana existência!
Destinada a silencioso oblívio;
Pois contra teu encerramento trívio
Nada lhe servirão tuas ciências.
A abóbada cravejada exibe,
Acima do alcance dos telescópios,
Terrível e zombeteira diatribe
Sobre ti, e atesta teu entrópio.
A sinfonia esférica continua
Entoada ao longe, além da lua.
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
No início, fez-se o post magno
Muito bem...
Depois de muito me esquivar, cá estou eu novamente, em minha segunda excursão ao mundo dos blogs.
O demônio das desculpas esfarrapadas, aliado com o espírito da paranóia e receio de ter seus escritos apropriados, manteve-me inativo durante muito tempo. Porém, as idéias permaneceram nas cavidades craniais, fervilhando e tornando-se um sopão de pensamentos e notas mentais e aspirações e delírios... e, cedo ou tarde, esse caos teria que escapar por algum meio. Portanto, valerei-me deste espaço para rascunhar e experimentar, portanto, não se espantem se tornar-se uma miscelânea de produções.
Depois de muito me esquivar, cá estou eu novamente, em minha segunda excursão ao mundo dos blogs.
O demônio das desculpas esfarrapadas, aliado com o espírito da paranóia e receio de ter seus escritos apropriados, manteve-me inativo durante muito tempo. Porém, as idéias permaneceram nas cavidades craniais, fervilhando e tornando-se um sopão de pensamentos e notas mentais e aspirações e delírios... e, cedo ou tarde, esse caos teria que escapar por algum meio. Portanto, valerei-me deste espaço para rascunhar e experimentar, portanto, não se espantem se tornar-se uma miscelânea de produções.
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